Como se mede um amor de verdade?
As pessoas amam diferente, se expressam de maneira diferente, diferentes culturas, heranças genéticas ou de outras vidas, personaldades.
Somos regidos por tudo, somos regidos pela nossa história.
O amor do outro é sempre uma incógnita
Todos nós temos o triste hábito de esperar do outro o mesmo que nós faríamos.
Nós esperamos receber de volta o amor que damos
- com a mesma intensidade, por favor.
Dizem que o amor não é egoísta.
Eu concordo. Em parte.
Quem quiser argumentar e provar que o amor não é egoísta, esteja à vontade.
Mas quer saber? O meu é egoísta, sim.
Quando amamos, queremos TUDO. Não um pouco. Não uma parte. Não por um tempo.
Não queremos ser uma segunda opção.
Não.
Queremos ser a única opção. Queremos ser tudo na vida do outro. Egoisticamente tudo.
Ainda fazemos algumas concessões, sobre coisas que consideramos sagradas.
Mas no fundo profundo do nosso coração....queremos tudo, sim!
Conversando com uma amiga na escola outro dia, ela me disse que o marido dela a ama tanto, que ela tem certeza de que quando ela quiser sair do casamento, - e porque ele a ama muito e só deseja o bem dela - ele não se oporá. Aceitará, porque o amor não é egoísta. Eu fiquei pensando... É. Deveria mesmo ser assim. Se estivermos do lado de cá. Se estivermos do lado de quem não quer mais viver junto, deve ser fácil assim.
Mas e se estivermos do lado de lá? E se estivermos do lado de quem quer se agarrar com unhas e dentes a um amor fracassado, a um sentimento doentio? E se estivermos do lado de quem não consegue mais se alegrar com o sucesso do outro, porque cada sucesso do outro sozinho representa o seu fracasso em lhe manter, em manter seu amor?
Nestes momentos, tudo se perde. O resto de respeito, o resto de admiração, o resto de amizade, tudo vai se perdendo. E só ficam mágoas e ressentimentos. Toda a vida, toda a história com o outro...se resume a poucas palavras. Feias. Duras. Injustas. É tão triste.
Será o amor tão desprendido assim?
Dizem que o amor é desinteressado.
Concordo. Em parte.
Acho que sempre nos interessamos em receber o mínimo retorno pelo que damos.
Não deveria ser, mas é como uma troca. Eu dou, eu recebo.
Não deveria ser, mas é como uma troca. Eu dou, eu recebo.
Quando percebemos que o que damos é infinitamente maior do que o que recebemos....ah menino. É um drama. Um conflito. Uma mágoa. Eu diria, me perdoem, uma merda.
Uma espada que fere. Entra fundo e você pode sentir o objeto do seu amor, com os olhos frios e sarcásticos olhando você nos olhos, rodando esta espada, comprida, afiada, ansiosa por sangue, entrando dentro da sua carne, rasgando lenta e dolorosamente todos os seus órgãos, seus tecidos, suas células.
Cada segundo e cada movimento dessa dor é sentido elevado ao cubo.
E você quer morrer.
E você chora. Chega a sentir ódio de si mesma por ter se enganado tanto.
Recapitula cada segundo, se sentindo o lixo debaixo do capacho.
A insignificância.
A insignificância.
Dói muito.
Sangra muito.
Sangra muito.
Há quem possa se dar ao luxo de se enterrar embaixo do edredom e ficar dias sem ver a luz do sol. Há quem consiga deletar o dono da espada da sua vida, com facilidade. (será? -Claudia Raia diria: segá?)
Há quem pense que se doou demais e dessa vez tomará mais cuidado com as feridas.
Usar uma couraça de aço, talvez. Uma armadura. Alguém tem para vender? Será que Shopping Oi tem Armadura à prova de rasgos na alma?
Rasgam a sua alma.
E é engraçado, porque você continua vivendo.
Como um zumbi.
Como um zumbi.
Com a alma toda rasgada.
E o mais incrível de tudo, é que em algum momento, depois de arrastar tanta corrente, depois de alugar os ouvidos do melhor amigo - porque ninguém pode ser feliz sem ter um melhor amigo - você se recupera do rasgo.
Ó!
Ó!
E você parte, ávido, saltitante, serelepe, confiante, na ânsia de obter outros rasgos na alma.
Claro que a dor é esquecida enquanto o frescor do novo e perfeito e diferente amor nos inebria com sua fragrância entontecedora.
Mas depois de um tempo....quando você percebe...quando você se toca que não é tão diferente e nem é tão perfeito assim, você consegue perceber com um mínimo de clareza o que estão te dando na embalagem de "amor", através de gestos, frases, entrelinhas sutis...
Você inevitavelmente vai voltar a fita do filme blublublublu....e vai ver que a intensidade do seu amor (que você pensa que sente) é infinitamente maior do que a merreca que você recebe de volta...ah menino. ah, menino.
Ok. Você pode estar usando ferramentas erradas para medir, para sentir...
E você pode também estar muuuuuito enganado.
Talvez a merreca seja a sua.
Talvez na caixinha de "amor" do outro, tenha um ouro muito superior à bijouteria que você dá (pensando que é ouro) e você ainda não sabe. Ainda.
Você já pensou sobre isso? Sobre o que você está dando? How deep is your love? How deep is my love?
Você já pensou sobre isso? Sobre o que você está dando? How deep is your love? How deep is my love?
Eu gosto muito deste vídeo. Li que é parte de um seriado japonês, chamado My First Kiss. O nome da música é Because I am a girl. Eu sempre choro. Nestes dias tão cinzentos, que trazem uma das minhas estações do ano preferidas, eu tendo a ficar muito derretida. Muito sanguínea. (Principalmente em períodos femininamente sanguíneos) Gosto de chorar muito e por qualquer coisa. Não que eu gooooooste. Mas eu choro. Choro muito. Alguma utilidade as lágrimas sempre trazem. Os olhos, por exemplo, podem ficar mais brilhantes. Mais limpos. Enxergar um pouco mais longe. Quem sabe?
Talvez seja o meu inferno Astral se aproximando. Lua em Júpiter. Sagitário com ascendente em Câncer. (Nem entendo de Astrologia. é só balela o que eu disse. Se alguém souber, me diga!)
we are so so so funny...
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